Informações Turísticas

Informações BH

::Aspectos Gerais

Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, localizada na região Sudeste do Brasil, em ponto geográfico estratégico do país e da América do Sul, nasceu abraçada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura. Está a 716 km de Brasília, 586 km de São Paulo, 444 km da cidade do Rio de Janeiro e a 850 m acima do nível do mar. Belo Horizonte é também o portão de entrada para cidades coloniais brasileiras, como Ouro Preto, Sabará, Caeté, Santa Luzia, Congonhas e Tiradentes. Além da facilidade de acesso aéreo e rodoviário, a capital mineira destaca-se pela beleza de seus conjuntos arquitetônicos, pela forte vocação do comércio e da prestação de serviços e ainda por uma rica produção artística e cultural.

::Identidade

Belo Horizonte seduz turistas com seu exuberante cenário e enorme potencial para a cultura e negócios. Sedia eventos de importância internacional, destacando-se como um dos maiores centros industriais da América Latina. A sólida tradição cultural da cidade também a transforma em um interessante centro catalisador das artes. Em Belo Horizonte lazer e negócios estão na medida certa. Herdeira das ricas tradições de todas as regiões do Estado soube construir uma comunidade acolhedora e aberta. História, folclore e tradições mineiras à parte, Belo Horizonte criou também uma identidade própria, cosmopolita e rica em alternativas de lazer, dignas de uma metrópole. Sua noite oferece opções para os mais variados estilos, seja a badalação ou a gastronomia de qualidade internacional. O grande número de festivais de dança e teatro, além das freqüentes exposições, transforma Beagá como é chamada por seus moradores, em um coquetel cultural. Desista de desvendá-la totalmente em uma única visita. É preciso voltar, voltar, voltar sempre a Belo Horizonte!

::Vida Noturna

A noite em Belo Horizonte é bastante agitada. A cidade tem a maior relação bares por habitante do Brasil. As alternativas de entretenimento estão em vários bairros e vão desde shows, festas e boates até à tradicional música ao vivo, banquinho e violão, MPB da mais alta qualidade. A região da Savassi é um ponto tradicional e ainda hoje preserva sua vitalidade. Lá se concentram diversos bares, restaurantes, choperias e cafeterias. Outras opções estão em Lourdes, Santo Antônio, Anchieta entre outros bairros. Belo Horizonte satisfaz plenamente o turista seja qual for sua intenção. Um jantar à luz de velas, num ambiente erudito tranqüilo e sofisticado ou uma noite agitada com muito som, gente, cores e sabores.

:Culinária Mineira

A culinária mineira é bastante variada devido as suas origens, ou seja, vem de culturas diferentes o que a torna mais saborosa e diferenciada das demais. Baseada nos produtos de fundo de quintal, o porco, a galinha, o quiabo, a couve, o fubá, adquire um sabor inigualável e marcante, mesmo sendo relativamente simples. A preparação dos pratos em ambientes modestos e com poucos recursos termina por despertar um espírito criativo, seja nas misturas dos ingredientes, seja nos seus temperos, dando lugar assim a uma cozinha típica, muito rica e bem variada. O prato "feijão tropeiro", por exemplo, era feito pelos homens encarregados do transporte do ouro desde as minas até a capital do país e era justamente nas paradas feitas durante a viagem que eles preparavam este prato. A culinária mineira está intimamente ligada à cultura do povo.

A cozinha mineira seduz principalmente pelos aromas. E eles nunca saem da memória de quem já sentiu a presença no olfato de um lombinho crepitando no forno, de um feijão imerso em temperos, do torresmo saltando em pururuca numa velha travessa de ferro, da lingüiça que toma forma com seu principal tempero, a paciência. Em Minas, as panelas agüentam horas sobre o calor para que as carnes se impregnem de sabores e liberem os aromas que se fixam na memória.

A sobremesa não é menos farta, destacando-se: doce-de-leite, ambrosia e a perfeita combinação do queijo fresco de Minas com a goiabada. Existem também os licores, feitos de frutas típicas da região, como o pequi e a jabuticaba. Atualmente, a culinária mineira está disseminada em todo o país pela sua alta qualidade e sabor.

::Pontos Turísticos

Pampulha

:: No anos 40, a convite de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, Oscar Niemeyer cria o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Ali as construções projetadas pelo genial arquiteto somadas ao paisagismo de Burle Marx, painéis artísticos de Cândido Portinari e esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa formam, às margens da lagoa, o que viria a ser um marco na arquitetura moderna brasileira. Fazem parte deste Conjunto: a Igreja de São Francisco de Assis; a Casa do Baile – que possui linhas curvas que acompanham as formas da lagoa, numa obra de pura leveza e harmonia; o Museu de Arte da Pampulha (MAP) - conhecido como "Palácio de Cristal", onde até 1946 funcionava o Cassino, passando a abrigar o Museu em 1956 e o Iate Tênis Clube.

:: É também na Pampulha que se encontra o Estádio Governardor Magalhães Pinto, conhecido como o Mineirão - o segundo maior estádio de futebol do país -; o Mineirinho - ginásio poli-esportivo que abriga grandes eventos do esporte, shows e eventos diversos -; o Parque Ecológico da Pampulha – 300 mil metros quadrados de área verde -; o Jardim Botânico de Belo Horizonte; o Parque Guanabara e o Jardim Zoológico da cidade.

Praça da Liberdade

A construção da praça foi iniciada na época da fundação da nova capital mineira (1895 – 1897). Feita para abrigar a sede do poder mineiro, os prédios do Palácio do Governo e das primeiras Secretarias de Estado obedecem à tendência da época - estilo eclético com elementos neoclássicos. Ao longo dos anos, o complexo foi recebendo construções de diferentes estilos arquitetônicos. Na década de 40, o estilo art decó com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei. Nas décadas de 50 e 60, prédios modernos foram incorporados ao conjunto, como o Edifício Niemeyer (prédio residencial que passa a impressão de ter mais de 15 andares, quando realmente possui apenas oito) e a Biblioteca Pública. Nos anos 80, em estilo pós-moderno, foi inaugurado o prédio conhecido como “Rainha da Sucata”, onde hoje funciona o Memorial da Mineração. A praça conta ainda com coreto e fonte luminosa. O traçado e os jardins, inspirados no Palácio de Versalhes, são um convite aos passeios e caminhadas.

Praça da Estação e Museu de Artes e Ofícios

O antigo ramal ferroviário foi a porta de entrada de toda a matéria-prima utilizada na construção da capital. O primeiro relógio público de Belo Horizonte foi instalado, no alto da torre da estação, cuja praça começou a ser construída em 1904. Dezoito anos depois, em 1922, um novo prédio (estilo neoclássico) foi erguido para atender à demanda da efervescente cidade. O prédio da estação foi restaurado e hoje abriga o Museu de Artes e Ofícios, inaugurado em 2005, o primeiro empreendimento museológico brasileiro dedicado integralmente ao tema das artes e dos ofícios no país.

Palácio das Artes e Parque Municipal

O Palácio das Artes, projetado por Oscar Niemeyer, vinculado à Fundação Clóvis Salgado, é o maior centro de produção, formação e difusão cultural de Minas Gerais e um dos maiores da América Latina. Inaugurado em 1971, o complexo arquitetônico ocupa uma área de 18 mil metros quadrados voltados para a exibição, produção e formação de recursos humanos para o mercado de artes e espetáculos. A Fundação dispõe de recursos cênicos e acústicos de elevado padrão técnico para a montagem de óperas, peças teatrais, concertos de orquestra, espetáculos de dança e shows de música popular, além de salas adequadas e confortáveis para exposições, exibição de filmes, lançamento de livros, palestras, congressos e seminários. Incorporando o Palácio das Artes está o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, com 180.000 m². Em março de 1894, a comissão construtora que se instalou em Belo Horizonte, sob a coordenação do engenheiro Aarão Reis, incluiu, dentro das medidas tomadas, a decisão de transformar a chácara de Guilherme Ricardo Vaz de Mello em área de lazer para a população, dando origem ao Parque Municipal. O projeto inicial foi elaborado pelo arquiteto-jardineiro Paul Villon, natural da França e aluno do naturalista também francês Glaziou, responsável pelo Jardim-Parque da Aclamação, no Rio de Janeiro. Dentro desse parque há também o Teatro Francisno Nunes.

Museu Histórico Abílio Barreto

Instalado em antigo casarão colonial de 1883, único remanescente do arraial do Curral Del-Rey, o museu guarda um valioso acervo referente à histórica Belo Horizonte, composto por pinacoteca, mobiliário, esculturas, arte sacra, peças decorativas, documentos, material fotográfico e iconográfico. A maquete do antigo Curral Del-Rey fica neste museu que ainda possui um café e uma sala de cinema.

Mercado Central

No centro de Belo Horizonte está o Mercado Central, ponto importante de comércio e grande atração turística de Belo Horizonte. O mercado foi inaugurado em 1929 com o intuito de reunir num só local os produtos destinados ao abastecimento dos então 47.000 habitantes da cidade. Ao longo dos anos foi ampliando suas atividades e hoje além de produtos alimentícios pode-se encontrar no Mercado desde artesanato a animais de estimação, de artigos religiosos a relojoaria, de produtos naturais a bares, dentre várias outras especialidades em suas 400 lojas. Essa diversidade fez do Mercado Central um centro popular da cultura mineira, onde há o convívio de realidades sociais diversas que o tornam ainda mais interessante.

Mangabeiras

Subindo a avenida Afonso Pena, encontra-se o bairro das Mangabeiras, um dos bairros mais altos e mais nobres de Belo Horizonte. Entre as grandes mansões e a Serra do Curral estão a Praça da Bandeira e a Praça do Papa: em 1980, durante a visita do Papa João Paulo II, ele exclamou: "... e que belo horizonte!". O fato acabou batizando a praça, que é um dos melhores locais para se avistar toda a cidade. Há também a Rua do Amendoim, que devido a uma ilusão de óptica, parece fazer os carros andarem contra o sentido da gravidade. Subindo além da Praça do Papa, chegamos ao pé da Serra do Curral e seguindo pela Avenida José do Patrocínio Pontes, chegamos à entrada principal do Parque das Mangabeiras, inaugurado em 1982 pela Prefeitura de Belo Horizonte com grande reserva natural e paisagismo assinado por Burle Marx.

Serra do Curral

Símbolo de Belo Horizonte (escolhida pela população através de eleição promovida pela Prefeitura Municipal ) a serra do Curral é o ponto mais alto da cidade. Quem se encontra na Praça Sete, tem uma visão privilegiada da Serra, pois ela está localizada no final da Av. Afonso Pena - a principal de Belo Horizonte. Possui uma flora diversificada, apresentando áreas cobertas por cerrado, campo de altitude, mata de galeria e vestígios de Mata Atlântica. Sua fauna é rica em animais invertebrados e aves, além de 17 espécies de anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte.